Gabino Barrera (tradução)

Original


Antonio Aguilar

Compositor: Victor Cordero

Gabino Barrera não ouvia conselhos
Vivendo na bebedeira
Carregava pistola com seis carregadores
Dava gosto a qualquer um

Usava um bigode quadrado e volumoso
O lenço enrolado no pescoço
Calça de algodão, jaqueta de couro
E um chapéu com pespontos

Seus pés de camponês usavam sandálias
E, às vezes, andava a pé mesmo
Mas gostava de pagar os mariachis
Dinheiro não lhe importava

Com uma garrafa de cachaça na mão
Gritava: Viva Zapata!
Porque era vaqueiro, um indígena do sul
Filho de boa cepa

Era alto, bem-feito, de ombros largos
O rosto meio fechado
Seu olhar negro lhe dava um ar
De abutre-das-montanhas

Gabino Barrera deixava mulheres
Com filhos por todo lugar
Por isso, nos povoados por onde passava
Já tinham sua sentença dada

Lembro da noite em que o assassinaram
Ele vinha de ver a amada
Dezoito disparos de fuzil soaram
Sem lhe dar tempo de nada

Gabino Barrera morreu como morrem
Os homens que são valentes
Por causa de uma morena, perdeu como perdem
Os galos nas brigas armadas

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